REAÇÃO EMOCIONAL NÃO É SENTIMENTO REAL

Sentir não é agir! Ao mesmo tempo, é muito comum que haja uma confusão entre um sentimento [real] e a demonstração de uma emoção.

Acredito, inclusive, que essa confusão também é um pouco responsável pela ideia e crítica que a expressão mi-mi-mi representa. Afinal, falar do sentimento sem incluir a intenção (ou seja, a motivação!) ao revelar o que se está sentindo pode ser bastante imaturo dependendo do contexto.

Seja no trabalho, nas relações profissionais e comerciais, nos relacionamentos sociais ou mais íntimos, aprender a revelar os reais sentimentos ainda é uma comunicação a ser aprendida tanto no universo adulto quanto infantil/educacional. Um processo de aprendizagem necessário!

Sentir tristeza ou raiva, por exemplo, quando essas podem ser apenas reações emocionais diante do real sentimento de frustração porque algo não ocorreu de acordo com sua vontade.

É claro que aí cada caso é um caso e quando se tratam de questões emocionais não cabem as generalizações que nossa mente teima tanto a justificar e enquadrar de forma imatura e controladora.

Tanto que a ideia de controlar uma emoção ou uma reação emocional é sinal de maturidade emocional é outra confusão. Definitivamente não é sinal de maturidade. Apesar da confusão em torno do que é ter inteligência emocional.

Uma pessoa pode demonstrar calma, tranquilidade apenas numa reação emocional de serenidade diante de uma situação, mas de fato não ser o que a pessoa está sentindo naquele momento. Pode ser medo, desconfiança, orgulho de ser melhor (e nem vai perder seu tempo em discutir!), indiferença e tantos outros sentimentos que não estão classificados e autorizados pela nossa mente que possam ser sentidos. Só cada indivíduo pode realizar uma autobusca e querer aprender a nomear o que está sentindo realmente.

No ambiente dos negócios, por exemplo, certamente cada situação é única. Mas é mais comum que quem expresse hostilidade seja menos querido do que as pessoas que demonstram fraqueza ou dependência. No entanto, pode ser uma situação bastante desafiadora lidar com pessoas que não se posicionam em posições de gestão e liderança.

Não estou aprovando ou julgando qual situação é melhor ou pior. É apenas uma constatação que essas demonstrações externas não são necessariamente nossos reais sentimentos.

Na metodologia Pathwork® denominamos as reações emocionais como as pseudosoluções que encontramos na experiência infantil para lidar com a vida.

Agora, na vida adulta, é um treino aprender a diferenciar firmeza de força com esforço (ou de hostilidade), coragem e determinação do impulso de querer que seja do nosso jeito sem nunca se render à vontade dos outros para compor uma solução.

Ou ainda, não se posicionar para parecer maduro, agradável, ajustado ou ser amado, mas – de fato – não concordar e não aceitar, mas falar apenas para outras pessoas e não para a pessoa que tem o conflito, por exemplo.

Para ajudar nesta autobusca, seguem aqui alguns sinais e sintomas quando não estamos nos sentimentos reais e experimentamos:

  • Tensão
  • Luta
  • Compulsão ou impulso compulsivo de fazer, dizer, pensar e sentir até o que não aprovamos
  • Rigidez
  • Ansiedade ou Inquietação
  • Dúvida ou indecisão
  • Incerteza constante
  • Ressentimento
  • Desânimo ou desesperança
  • Depressão
  • E quiçá: raiva, tristeza ou medo!

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