Há uma confusão amplificada atribuída apenas às pessoas que expressam uma reação intempestiva, exagerada, explosiva ou dramática como forma de uma imaturidade emocional. Demonstrar ou não uma emoção nada tem a ver com maturidade emocional.
Pessoas que não expressam seus reais sentimentos também são imaturas emocionalmente. Os reais sentimentos nem sempre estão conscientes. Para isso, é preciso atravessar a camada das reações emocionais que estão mais associadas às atitudes e comportamentos, que nem sempre são sentimentos verdadeiros.
Com a propagação de informações disponíveis e acessíveis pelas redes sociais e canais de comunicação digital, é comum encontrar pessoas explicando ou falando sobre as emoções. O erro comum é confundir uma reação emocional – que tende a ser um sinal de imaturidade também – com sentimentos reais.
O silencio ou a inação pode ser uma reação emocional, que não demonstra imaturidade, agressividade ou hostilidade. Mas é! Pode ser submissão, congelamento ou sentimentos escondidos, negados, reprimidos, manipulados, distorcidos, forçados, reprimidos e até moldados. O mesmo acontece com a ansiedade, a depressão e outros sintomas nem sempre são visíveis.
Para as relações, é mais comum que pessoas que controlam as reações emocionais sejam mais fáceis de lidar, conviver. Ou ainda as pessoas que demonstram mais humildade, afeto, doação, comprometimento, amor. Mas só cada um pode avaliar o preço que paga internamente para escolher essa reação emocional sem incluir seus reais sentimentos.
Gosto de exemplificar que controle das emoções se assemelha a uma bola na piscina. Podemos segurar, esconder, driblar. Mas escapa quando a gente menos espera.
Essas reações emocionais podem esconder orgulho, superioridade, raiva, medo, tristeza, orgulho, soberba, desdém, manipulação, controle, culpa, vergonha, mágoa, ressentimento, exclusão, rejeição, abandono, desemparo, traição, humilhação, frustrações e tantas emoções e sentimentos não sentidos.
Enfim! Uma série de sentimentos e dores que ficam ocultas numa situação de conflito, problema, desarmonia ou discordância. Não reagir também é uma forma de reação emocional que pode ser também sinal de não se importar, o que também surte um efeito agressivo.
Metodologias focadas em atitudes empáticas e de escuta têm seu efeito analgésico e de curto prazo. Afinal, é um primeiro passo para as possibilidades de ambientes e relacionamentos mais saudáveis. Mas para ter um efeito maduro emocionalmente e realmente transformador no longo prazo é imprescindível incluir as motivações e intenções dessas atitudes.
Maturidade emocional tem a ver com a clareza do que está por trás das atitudes. É aprender a diferenciar os pensamentos, os sentimentos, as atitudes e as vontades. Ou seja, o que se pensa, o que se sente, o que age (faz, fala) e o que se quer.
Afinal, o território da mente consciente é mais conhecido. Nos pensamentos residem nossos julgamentos, críticas, racionalizações, idealizações, justificativas. Já a dimensão emocional ainda é deixada à revelia ou tratada de forma superficial e banal. Mais uma vez, cada caso é um caso. Não é possível generalizar. Aliás, generalizações também é uma forma de imaturidade.
Há muitas crenças e concepções errôneas espalhadas por aí quando se trata da nossa capacidade de sentir. Sentir não é agir! Por isso, se a intenção realmente é positiva, é possível encontrar uma saída para relações mais saudáveis. Isso não significa embate, confronto nem desistência ou resignação. Incluir as emoções não significa agir por meio delas. Essa é outra grande confusão que tem se espalhado quando o assunto é de ordem emocional.
Numa conversa difícil é comum que cada um tenha suas próprias resistências e verdades sobre determinada postura, atitude com relação ao outro e seu jeito de ser. Mas apenas o autoexame das suas próprias intenções com determinadas falas, ações e vontades revela seu desejo real de fazer a ponte na comunicação e na inclusão do outro.
Ter ciência e buscar a consciência do que nem sempre é revelado. É um processo de aprendizagem para uma educação emocional. Aí não é só explicar os sentimentos. É a nossa capacidade de sentir os reais sentimentos sem ser capturados pelas reações emocionais.
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